Presente na HSM+, o Sistema CNT realiza uma série de palestras na Arena SEST SENAT sobre temas relacionados a inovação, gestão e sustentabilidade.

No painel “Automação, Conectividade e Dados: como o Data Science está transformando as Cidades Inteligentes”, Frederico Boghossian Torres, advogado de Data Privacy do Mercado Livre, e Eric Dhaese, diretor geral do Rappi no Brasil, refletiram sobre a responsabilidade de se processar grandes volumes de dados e as maneiras de usar a Ciência de Dados em prol da melhoria dos serviços e da satisfação dos clientes.

A conversa foi mediada por Felipe Chibas, especialista Latam do Núcleo de Cidades Inteligentes da GAPMIL Unesco, que instigou os participantes a mostrarem sua visão sobre o papel da análise de dados em seus negócios. “É uma responsabilidade tremenda fazer uso dos dados de nossa plataforma, mas Data Science não precisa ser algo a se temer – na verdade, é o nosso core business”, apontou Frederico Torres. “A gente vê a Data Science como ferramenta, que gera valor para a economia e promove a melhor experiência para o usuário”, acrescentou.

“A Data Sciente é parte do que a Rappi”, ressaltou Eric Dhaese. Segundo o diretor, a operação da Rappi leva sempre em conta três elos: empreendedores, entregadores e clientes finais. “Cada pedido feito no aplicativo dispara muitas atividades, que precisam ser sincronizadas. Pode parecer simples, mas é preciso tecnologia pesada e muitas mãos para que um entregador não fique esperando enquanto um restaurante prepara um prato. Em meio a uma imensidão de dados, os algoritmos vão aprendendo a ser cada vez mais eficientes, traçando rotas e localizando os entregados mais próximos”, detalhou.

“Atração e retenção de talentos em mobilidade: como criar um ambiente inovador e confortável para as próximas gerações” foi o tema do painel mediado por Marcus Vinicius Gasques, diretor de redação da Autoesporte. Em sua participação, Fernanda Sarreta, VP administrativa na IC Transportes, disse que a empresa precisou repensar a abordagem para atrair profissionais mais jovens.

“A vida nas estradas não os atrai mais. Precisamos comunicar a nova geração sobre as vantagens de ser motorista, dizer que o caminhão, hoje, é um veículo totalmente tecnológico e que é possível ser bem remunerado”, apontou a vice-presidente. Segundo ela, o mercado está buscando colaboradores com um pouco mais de escolaridade e que tenham familiaridade com tecnologia. “É sempre preciso comunicá-los sobre as vantagens da tecnologia para vencer eventuais resistências. Por exemplo, quando implantamos as câmeras nas cabines, enfatizamos que era uma ferramenta para salvar vidas – e não um Big Brother”, relatou.

“Reter as pessoas e cuidar bem delas é nossa meta”, enfatizou o palestrante Emerson Cardoso, vice-presidente de Operações Logísticas da Fadel Transportes, empresa que já foi seis vezes reconhecida pela certificação GPTW como um “ótimo lugar para se trabalhar”. Apesar dessa política, Cardoso disse que o turnover continua sendo um desafio e que se constata um envelhecimento da mão de obra no setor de um modo geral.

Cardoso ponderou, ainda, que rotinas simples podem fazer grande diferença na hora de reter bons profissionais. “Por exemplo, quando o motorista sai para a viagem, ele já sabe a rota que vai fazer, que condições vai enfrentar, quais serão os pontos de parada?”, questiona. “Sabemos que o país tem problemas de infraestrutura. Tudo isso tem de ser mapeado antes e é preciso abrir o jogo para esse colaborador – é esse o cuidado que temos de ter”, aconselhou.

Na palestra “ESG no Transporte: boas práticas para um futuro sustentável e exponencial”, Pedro Telles, gerente de Sustentabilidade da Movida, compartilhou um pouco da jornada de sustentabilidade da locadora de veículos. A empresa segue um plano a partir dos pilares “mitigação”, “compensação” e “adaptação”, com foco em minimizar os impactos das mudanças climáticas que estão em curso.

“A gente entende que a sustentabilidade tem de ser pensada na estrutura inteira. Sabemos que o nosso principal ativo é responsável por grandes emissões, mas este também é um mercado sobre inovação”, instigou. “Há estudos que dizem que o uso de um carro alugado corta a necessidade de quatro ou cinco outros. Sair do modelo de posse para o modelo de uso pode trazer essa eficiência, que vai nos ajudar a avançar no enfrentamento dos desafios da sociedade”, sublinhou. 

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