Segundo a 21ª Pesquisa CNT de Rodovias, 56,1% (1.782 km) da extensão avaliada em Pernambuco é considerada regular, ruim ou péssima. Os pesquisadores da Confederação percorreram 3.183 km no Estado. Foram considerados ótimos ou bons 43,9% (1.401 km) dos trechos analisados.

Conforme a CNT, rodovias com deficiência reduzem a segurança, além de aumentarem o custo de manutenção dos veículos e o consumo de combustível. No caso de Pernambuco, as vias problemáticas elevam o custo operacional do transporte rodoviário em pelo menos 20,4%. 

O estudo considera as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A CNT estima que, só para ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias e manutenção de trechos desgastados no Estado, são necessários investimentos em torno de R$ 1 bilhão.


DETALHAMENTO DAS CONDIÇÕES 


Pavimento 

A pesquisa classificou o pavimento como regular, ruim ou péssimo em 39,3% da extensão avaliada em Pernambuco. Já 60,7% dos trechos tiveram pavimento considerado ótimo ou bom e 48,3% da extensão pesquisada apresentou a superfície do pavimento desgastada. 


Sinalização 

Nessa variável, são observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais. O estudo apontou que há problemas de sinalização em 64,8% da extensão avaliada (classificação regular, ruim ou péssimo). Em 35,2%, o estado é ótimo ou bom. Ao analisar os trechos onde foi possível a identificação visual de placas, 26,8% apresentaram placas desgastadas ou totalmente ilegíveis. 


Geometria da via 

O tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento estão incluídos na variável geometria da via. A pesquisa constatou que 88,4% da extensão pesquisada não tem condições satisfatórias de geometria; 11,6% tiveram classificação ótimo ou bom. Pernambuco tem 83,3% da extensão das rodovias avaliadas de pista simples de mão dupla. 


Pontos críticos 

A pesquisa identificou, ainda, três trechos com erosões na pista, dois com quedas de barreira e dois com buracos grandes. São situações que colocam em risco o condutor e os passageiros, ao trafegarem pelas rodovias dessa Unidade da Federação.


Investimentos

Entre 2004 e 2016, 73,8% dos recursos autorizados pela União para o Estado de Pernambuco foram desembolsados. No primeiro semestre de 2017, a relação total entre pago e autorizado foi de 53,6%. Em Pernambuco, os gastos com adequações de trechos superaram as manutenções no período de 2004 a 2017. A BR-101 foi o principal destino dos desembolsos com adequação, seguida das BRs-408/104. 

A qualidade das rodovias públicas federais no Estado melhorou no período, ao considerar que 38,3% da extensão foi classificada como regular, ruim ou péssimo em 2017. Em 2004, o percentual foi de 78,9%. A melhora do pavimento fez com que o aumento do custo operacional diminuísse de 30,0% para 20,4% no período. 

Acidentes

Em 2016, foram registrados 3.623 acidentes, cujo custo foi estimado em R$ 500,63 milhões.

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