A Justiça Federal anunciou um acordo entre o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e o governo para a instalação de 1.140 novos radares para monitorarem 2.278 faixas de rodovias federais que não foram cedidas à iniciativa privada. De acordo com sentença proferida pela 5ª Vara Federal de Brasília, o Dnit tem dois meses após a homologação do acordo para apresentar estudos e instalar os radares nas áreas urbanas de criticidades média, alta e muito alta e nas áreas rurais de criticidades alta e muito alta.


Em uma segunda etapa, o departamento deverá apresentar um novo estudo, com o prazo de até 120 dias após a homologação, mostrando a necessidade ou não da instalação de radares em áreas urbanas de riscos baixos e muito baixos e em áreas rurais de riscos médios, baixos e muito baixos. Dados do estudo “Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), mostram que, nos trechos rodoviários em que as condições do pavimento são consideradas ótimas ou boas, o índice de mortes onde há controladores de velocidade é inferior. “A fiscalização por controladores de velocidade nas rodovias federais exerce influência direta na redução da gravidade dos acidentes com vítimas ocorridos em trechos com pavimento adequado ao tráfego de veículos (ótimo ou bom). Nesses trechos, onde há a presença de controladores de velocidade, os índices de gravidade foram de 9,2 e de 8,3 mortes a cada 100 acidentes ocorridos, respectivamente, enquanto que, nos trechos com pavimentação adequada e sem controladores de velocidade, os índices registrados foram de 12,6 e 12,3, respectivamente”, diz o trabalho. 


Ainda conforme o estudo, em 73,8% da extensão dos trechos com identificação de acidentes, não foi verificada a presença de controladores de velocidade, percentual esse que se reflete nos índices de acidentes (57,9%) e de mortes (67,1%).

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