O preço médio do óleo diesel nas bombas dos postos de combustíveis, no Brasil, iniciou o ano em queda, refletindo a paralisação da atividade econômica e a redução da demanda por combustíveis no mundo em decorrência da pandemia. Mas, nos últimos seis meses, registrou elevação significativa, no contexto de reabertura das economias.

O diesel aumentou 17,0% entre as semanas encerradas em 30 de maio e 28 de novembro, chegando ao preço médio de R$ 3,518 por litro; e o diesel do tipo S10 subiu 16,4% entre as semanas encerradas em 6 de junho e 28 de novembro, chegando ao preço médio de R$ 3,614 por litro. É o que revela a nova edição do boletim Economia em Foco, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nesta quinta-feira (17).

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Essa elevação no valor do insumo que coloca ônibus e caminhões em movimento ocorreu justamente em um período em que o setor se recupera de uma das mais severas crises da sua história, por conta da pandemia do novo coronavírus. Ainda assim, os valores estão abaixo do patamar registrado no início do ano.

Entre fevereiro e maio de 2020, houve uma queda intensa de preços: o diesel caiu 20,9% entre as semanas encerradas em 1º de fevereiro e 23 de maio, chegando ao preço médio de R$ 3,007 por litro; já o diesel S10 caiu 19,7% entre as semanas encerradas em 1º de fevereiro e 30 de maio, chegando a R$ 3,106 por litro.

Desde meados de 2016, a Petrobras adotou uma política de precificação de combustíveis alinhada às cotações internacionais do petróleo e levando em consideração a taxa de câmbio brasileira. O presidente da CNT, Vander Costa, comenta que a alta de preços do diesel ainda não chega a preocupar o setor e é coerente com a atual dinâmica do mercado, mas frisa que é importante continuar fazendo a gestão dessas oscilações.

“O transporte rodoviário de cargas e passageiros está em um processo de recuperação das perdas provocadas pela crise da covid-19. Nesse contexto, a precificação de combustíveis no Brasil tem correspondido às expectativas e não representa um problema para os transportadores. A Petrobras deve permanecer comprometida com a gestão da volatilidade de preços, para que as empresas consigam manter o planejamento e a administração dos seus contratos neste momento de recuperação”, afirma Vander Costa.

Peso do combustível

Dentro da estrutura de gastos envolvidos na prestação do serviço, os combustíveis e lubrificantes chegam a representar 20,8% do gasto no segmento rodoviário de passageiros e 15,1% no rodoviário de cargas – considerando o custo total com insumos, empregados, despesas operacionais e financeiras e as perdas com a depreciação de máquinas, equipamentos e veículos.

Quando analisada apenas a estrutura de gastos com consumo intermediário – aqueles bens e serviços diretamente usados no funcionamento da atividade finalística –, o peso dos combustíveis e lubrificantes chega a 47,0% no rodoviário de passageiros e a 26,9% no rodoviário de cargas.

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