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Álcool e direção: uma mistura perigosa

A idéia que se faz do álcool como produto estimulante é falsa, não passa de mito. Na verdade, a sensação estimulante provocada pelo álcool nada mais é do que a diminuição da timidez. De fato, a substância é depressiva e a sua ação pode induzir ao sono.

A ação depressiva do álcool no cérebro e no sistema nervoso central reduz a capacidade mental e física e compromete a realização de tarefas mais complexas como, por exemplo, conduzir um veículo.

É comum ouvir dizer que a ingestão do álcool em doses determinadas não altera os efeitos psicológicos. Esta afirmação também é falsa, pois às vezes o indivíduo ingere uma pequena quantidade do produto e sofre efeito idêntico ao provocado por um grande volume de bebida.

O álcool afeta vários órgãos do corpo humano. Dentre eles, o mais importante, sob o ponto de vista da segurança, é o cérebro, onde são processadas as informações necessárias para a direção do veículo. Basta um pouco da substância no sangue para retardar os reflexos, diminuir a percepção e minimizar a consciência do perigo.

Parte do álcool ingerido é absorvida pela mucosa da boca. A grande maioria, porém, entra pelo estômago e pelo intestino delgado, e daí vai para a circulação sanguínea. Aproximadamente 90% do álcool são absorvidos em uma hora, mas a sua eliminação demora de seis a oito horas.

Pelo atual Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o motorista só é considerado alcoolizado se estiver com uma taxa a partir de 0,6 grama de álcool por litro de sangue. A legislação prevê que infratores que dirigem sob influência do álcool e expõem outras pessoas a riscos ou provocam acidentes de trânsito estão cometendo crime, cuja pena varia de seis meses a três anos de prisão.

Portanto, antes de dirigir, não beba. Se isso for absolutamente inevitável, dê o volante a uma pessoa habilitada e que não tenha bebido, ou ligue para um parente, um amigo, ou, então, pegue um táxi.

Lembre-se da regra: "Se bebeu, não dirija. Se vai dirigir, não beba".

Saiba mais

  • Café forte: Apesar de estimulante, o café não altera em nada o estado de embriaguez
  • Banho frio: A sensação de despertar é promovida pela água fria apenas no instante da ducha. Os efeitos do álcool, porém, permanecem intactos
  • Remédio: A ciência não conseguiu produzir qualquer droga que elimine os efeitos do álcool. Bebidas e remédios costumam ser uma mistura perigosa, e podem até matar.

Por Hélzio Soncini da Silva Gerente do Sest/Senat de São Mateus





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