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04/12/2017
Mais de 56% das rodovias paraibanas são ótimas ou boas

Na avaliação da CNT, para a reconstrução, a restauração e a manutenção dos trechos problemáticos são necessários R$ 365 milhões

Foto: CNT

BR-101, Mataraca (PB)
BR-101, Mataraca (PB)
A maior parte das rodovias da Paraíba tem boa avaliação segundo a 21ª Pesquisa CNT de Rodovias. Dos 1.711 km de vias percorridas e avaliadas no Estado, 56,7% (970 km) foram classificados como ótimos ou bons. O restante da malha – 43,3% (741 km) – é considerado regular, ruim ou péssimo.

O estudo leva em consideração as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via. Na avaliação da CNT, para a reconstrução, a restauração e a manutenção dos trechos problemáticos no Estado, é necessário investir por volta de R$ 365 milhões.

No caso das rodovias com deficiência, essas encarecem o custo do transporte rodoviário local em 19,1%, por reduzirem a segurança, bem como por aumentarem os gastos com manutenção dos veículos e o consumo de combustível.

DETALHAMENTO DAS CONDIÇÕES


Pavimento


No pavimento, são consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento. A pesquisa classificou o pavimento como regular, ruim ou péssimo em 41,3% da extensão avaliada na Paraíba, enquanto que 58,7% foram considerados ótimos ou bons; 34,1% da extensão pesquisada apresentou a superfície do pavimento desgastada.

Sinalização


Nessa variável, são observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais. O estudo apontou que há problemas de sinalização em 38,2% da extensão avaliada (classificação regular, ruim ou péssimo). Em 61,8%, o estado foi classificado como ótimo ou bom. Ao analisar os trechos onde foi possível a identificação visual de placas, 19,9% apresentaram placas desgastadas ou totalmente ilegíveis.

Geometria da via


O tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento estão incluídos na variável geometria da via. A pesquisa constatou que 88,2% da extensão pesquisada não tem condições satisfatórias de geometria; 11,8% tiveram classificação ótimo ou bom. O Estado tem 82,9% da extensão das rodovias avaliadas de pista simples de mão dupla.

Pontos críticos


A pesquisa identificou, ainda, dois trechos com buracos grandes que colocam em risco o condutor ao trafegar pelas rodovias dessa Unidade da Federação.

Investimentos em 13 anos


O Estado da Paraíba teve um valor de R$ 2,88 bilhões autorizado pelo governo federal para investimentos em infraestrutura rodoviária, dos quais R$ 1,66 bilhão (57,7%) foram pagos entre 2004 e 2016.

Entre 2006 e 2011, prevaleceram os aportes em intervenções de adequação, enquanto que, de 2012 a 2016, os gastos foram focados em ações de manutenção das vias.

A BR-101 recebeu mais de 85,0% dos aportes para adequação entre 2004 e 2016. De 2004 a 2017, a qualidade de todos os atributos foi incrementada.


Acidentes


O custo dos acidentes, em 2016, foi estimado em R$ 236,72 milhões referente às 1.932 ocorrências registradas.

Infográfico - PB.jpg








Diego Gomes
Agência CNT de Notícias