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07/03/2018
Lançado sistema de macrologística para a agropecuária brasileira

Desenvolvida pela Embrapa Territorial, ferramenta analisa informações de gráficos, tabelas e dispõe de mais de 100 mil mapas dinâmicos

Foto: Divulgação Mapa


Foi lançado nesta quarta-feira (7) o Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária, que fornece estatísticas sobre produção, gargalos e oportunidades de investimentos logísticos. Com o novo sistema, desenvolvido por meio de uma parceria entre o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e a Embrapa, é possível identificar e analisar as melhores alternativas de rotas e modais de transporte para o escoamento da produção agrícola brasileira. A plataforma informa para os usuários a origem, os caminhos e o destino dos principais produtos da agricultura e da pecuária nacionais.  O sistema está disponível no site da Embrapa.  

Evaristo Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial, destaca que o sistema soluciona a necessidade da utilização dos dados para os setores do agronegócio e, por meio dele, será possível analisar todo o itinerário da carga. “Poderemos saber por onde vai a produção de cada município até o porto. Estudos já mostram que, com as decisões certas, é possível aumentar, em alguns casos, em até 34% a competitividade do produto”. 

Miranda ainda frisa que o sistema não está totalmente finalizado e que, até setembro, será divulgada uma segunda etapa. “Hoje temos 80% do sistema pronto e já disponível no nosso site. Estamos em uma etapa inicial e, na próxima, serão conectadas outras cadeias produtivas. Além das micrologísticas estaduais, novos estudos também serão integrados”. 

O Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária ainda permite ao usuário analisar os modais de transporte e a infraestrutura de armazenagem e processamento utilizados até chegar a cada porto, em cada uma das dez cadeias estudadas. Além disso, possui mapas com dados dos últimos 15 anos sobre a área e o volume de produção, destinos das principais cadeias produtivas em cada microrregião e quantidades exportadas.

Para o diretor-presidente da ATP (Associação de Terminais Portuários Privados), Murillo Barbosa, o sistema supre algumas das necessidades do segmento de logística e de escoamento da produção. “É uma iniciativa extremamente significativa para podermos trabalhar em termos de novas demandas para o nosso segmento”.  

O novo sistema ainda pode fazer o cruzamento de dados numéricos, gerar tabelas, gráficos e mais de 100 mil mapas dinâmicos. Além disso, possui dados georreferenciados dos modais logísticos utilizados (rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário e portuário) para enviar a produção e receber insumos (fertilizantes, máquinas, defensivos). 






Carlos Teixeira
Agência CNT de Notícias