Documento foi elaborado pelos participantes da 1ª Transpo Amazônia e será encaminhado ao Executivo.
Para desenvolver o setor de transporte e a economia da região amazônica, os transportadores presentes durante a primeira edição da Transpo Amazônia – Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística pedem a construção de eclusas para o transporte hidroviário, novas pontes e a construção e manutenção de rodovias como a BR 174, 401 e 319.
As solicitações fazem parte da Carta de Manaus, elaborada no encontro. O documento recomenda ainda a dragagem dos rios utilizados para navegação fluvial, que os portos públicos recebam mais investimentos, a criação de uma faculdade para formar profissionais de engenharia de águas e engenharia naval, além da concretização do sonho de pavimentação de toda a extensão da Transamazônica – a BR 230.
Depois de muitos debates, palestras, reuniões e movimentação de negócios, foi assim que terminou a 1ª Transpo Amazônia. O presidente da Fetramaz, Irani Bertolini, responsável pela organização do evento, fez o encerramento nessa quinta-feira (28). “Foi bastante produtivo e só tenho que agradecer a ajuda de todos vocês. Espero que a partir de agora, com ações conjuntas do setor público e privado, consigamos acelerar o desenvolvimento desta região”, afirmou ele, ao lembrar que a próxima edição da Feira e Congresso será realizada em 2014.
A Feira foi encerrada às 22h. Os estandes de 40 empresas ficaram bastante movimentados, principalmente o do Sest Senat, que promoveu palestras de saúde e de transporte de cargas, além de distribuição de brindes para os presentes. Os responsáveis pelo estande também divulgavam os serviços oferecidos na unidade nas áreas de qualificação profissional, saúde, esporte e lazer.
Era digital
Antes do encerramento, duas palestras com nomes conhecidos do mercado foram realizadas no último dia do encontro. Com o conceito de que mudar é aceitar o novo, o professor e doutor em comunicação, Dado Schneider, deu início à sua palestra motivacional. Em seu discurso, ele lembrou que a realidade de hoje é completamente diferente da de poucos anos atrás. Por isso, estar no mundo digital é obrigatório para acompanhar as tendências da sociedade.
Atualmente, a adolescência dura até os 30, 32 anos. A geração que nasce neste século deve ter uma adolescência até os 40 anos, e isso ainda vivendo com os pais”, disse. Para ele, para conseguir acompanhar essas rápidas transformações, as pessoas devem estudar, se reciclar bastante e trabalhar ainda mais. “Quem fazia isso no passado era um profissional diferenciado, mas hoje não faz mais do que a obrigação. O que diferencia as pessoas agora é a capacidade de ser curioso. Há uma revolução acontecendo, e é uma revolução silenciosa”, destacou.
A lição que o comunicólogo deixou é que os profissionais não precisam gostar do que está acontecendo, mas precisam entender e aceitar as mudanças. “É uma época multimídia”, frisou.
Estratégia
O segundo palestrante foi o professor da Universidade de São Paulo, Eugênio Mussak. Ele falou sobre o pensamento estratégico, habilidade que pode ser aprendida. “A educação não é um meio para passar conhecimento, é um meio de melhorar a qualidade do pensamento”, proferiu. Segundo ele, trocar de hábitos é fundamental.
Ele citou, ainda, que em muitos casos, os profissionais se acostumam com um comportamento sem entender o motivo da realização da determinada tarefa. “Temos que estar aptos para mudar. Liderança é a disposição para propor a mudança, e isso não depende do cargo que você ocupa mas, para fazer isso, é você precisa ter coragem, persistência e a mudança tem que ter relevância”, garantiu.
De Manaus (AM), Aerton Guimarães
Agência CNT de Notícias