Notícias

16/08/2017
São Paulo recebe maior feira de aviação executiva da América Latina

Após auge da crise financeira, setor vive a expectativa da retomada do crescimento e enxerga no evento a oportunidade de novos negócios

Foto: Divulgação


Números superlativos e otimismo cercam a Labace 2017 (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), a maior feira de aviação executiva da América Latina. Promovido no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o evento chega à sua 15ª edição com o número recorde de 47 aeronaves expostas, mais de 130 marcas e a expectativa de ser um marco para a retomada do crescimento econômico, afetado pela crise dos últimos três anos. O evento, de três dias, encerra-se nessa quinta-feira (17/8), e a reportagem da Revista CNT Transporte Atual e da Agência de Notícias CNT está in loco acompanhando todas as novidades sobre o mercado, as tecnologias e inovações desse setor.

A Labace é organizada pela Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), entidade que reúne as principais empresas do segmento de aviação geral, desde fabricantes de aeronaves, fornecedores de peças, táxi aéreo e escola de formação de pilotos. Segundo a associação, o Brasil é dono, hoje, da segunda maior frota mundial de aviação geral, que, entre outros, inclui a aviação executiva. São mais de 15 mil aeronaves, usadas para conectar os mais de 5.000 municípios do país, por meio de 3.000 aeródromos.

Aberta ao público em geral, a feira tem como principal foco atrair quem pretende comprar um novo avião ou serviços para a aviação executiva. "Temos as principais marcas das indústria mundial aqui em São Paulo e tanto os primeiros sinais da retomada econômica brasileira quanto o atual cenário global da aviação nos levam a acreditar em um evento muito positivo do ponto de vista de negócios", diz o diretor-geral da Abag, Flavio Pires.

Entre 2010 e 2013, o Brasil foi o segundo país que mais adquiriu jatos executivos novos no mundo. Mas, de acordo com o diretor de vendas da Embraer Aviação Executiva para a América Latina, Gustavo Teixeira, no momento, observa-se falta de confiança do mercado diante dos ajustes na economia. "Mesmo assim, o país vai continuar sendo um mercado importante de aviação executiva."

Teixeira avalia que o mercado de aviação executiva global é extremamente competitivo e conta com fabricantes de tradição e muito bem estabelecidos na indústria, e o Brasil está entre os maiores do mundo, mas que ainda há muitas possibilidades de desenvolvimento. "Trata-se de um modal que permite acessibilidade aos pontos do globo que a aviação comercial regular não alcança ou é deficitária. O jato executivo é uma poderosa ferramenta de produtividade, que auxilia empresas e indivíduos no cumprimento de agendas de viagens que não seriam possíveis com a aviação tradicional." Com fábricas no Brasil, nos Estados Unidos e em Portugal, a Embraer já entregou mais de 1.100 jatos executivos para 700 clientes de 70 países.

No mundo, há cerca de 22 mil jatos executivos. Para 2017, a estimativa é que o mercado permaneça no mesmo patamar do ano anterior, com entregas na ordem de 650 aeronaves. Entre as marcas que estão expostas na Labace neste ano, estão: Embraer, Bombardier, Honda Aircraft, Tam Aviação Executiva, Dassault Falcon 8X, entre outras.






Diego Gomes
Agência CNT de Notícias