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19/10/2016
Resultados da 132ª Pesquisa CNT/MDA

Levantamento traz avaliação do governo e do desempenho pessoal do presidente Michel Temer, entre outros temas

Foto: Imprensa CNT


A 132ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 13 a 16 de outubro de 2016 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal do presidente Michel Temer.

Esta edição aborda também alguns cenários para a eleição presidencial de 2018 e o grau de confiança da população nos partidos políticos. Traz a opinião dos entrevistados sobre medidas do governo Temer, operação Lava Jato, Ensino Médio, entre outros assuntos.

Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Avaliação do governo 
Desempenho pessoal do presidente

Federal: A avaliação do governo do presidente Michel Temer é positiva para 14,6% dos entrevistados, contra 36,7% de avaliação negativa. Para 36,1%, a avaliação é regular e 12,6% não souberam opinar. A aprovação do desempenho pessoal do presidente atinge 31,7% contra 51,4% de desaprovação, além de 16,9% que não souberam opinar.

Estadual: 5,4% avaliam o governador de seu Estado como ótimo. 23,5% como bom, 35,5% como regular, 11,4% como ruim e 19,5% como péssimo.

Municipal: 8,2% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo. 28,1% como bom, 24,4% como regular, 11,9% como ruim e 25,8% como péssimo.

Expectativa (para os próximos 6 meses)

Emprego: vai melhorar: 33,3%, vai piorar: 29,1%, vai ficar igual: 35,0%
Renda mensal: vai aumentar: 25,5%, vai diminuir: 20,9%, vai ficar igual: 50,4%
Saúde: vai melhorar: 25,8%, vai piorar: 32,7%, vai ficar igual: 39,0%
Educação: vai melhorar: 26,2%, vai piorar: 31,5%, vai ficar igual: 39,4%
Segurança pública: vai melhorar: 24,5%, vai piorar: 35,9%, vai ficar igual: 37,8%

CONJUNTURAIS  

Eleição presidencial 2018 

1º turno: Intenção de voto espontânea

Lula: 11,4%
Jair Bolsonaro: 3,3%
Aécio Neves: 3,1%
Michel Temer: 3,0%
Marina Silva: 2,4%
Geraldo Alckmin: 1,9%
Ciro Gomes: 1,5%
Dilma Rousseff: 1,5%
Outros: 3,0%
Branco/Nulo: 10,6%
Indecisos: 58,3%

1º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Lula 24,8%, Aécio Neves 15,7%, Marina Silva 13,3%, Ciro Gomes 7,4%, Jair Bolsonaro 6,5%, Michel Temer 6,2%, Branco/Nulo 16,9%, Indecisos 9,2%

CENÁRIO 2: Lula 25,3%, Marina Silva 14,0%, Geraldo Alckmin 13,4%, Ciro Gomes 8,4%, Jair Bolsonaro 6,9%, Michel Temer 6,1%, Branco/Nulo 16,1%, Indecisos 9,8%

CENÁRIO 3: Lula 27,6%, Aécio Neves 18,9%, Marina Silva 16,5%, Jair Bolsonaro 7,9%, Branco/Nulo 19,6%, Indecisos 9,5%

2º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Aécio Neves 37,1%, Lula 33,8%, Branco/Nulo: 23,7%, 
Indecisos: 5,4%

CENÁRIO 2: Aécio Neves 38,2%, Michel Temer 16,4%, Branco/Nulo: 35,9%, 
Indecisos: 9,5%

CENÁRIO 3: Aécio Neves 35,4%, Marina Silva, 29,5%, Branco/Nulo: 28,0%, 
Indecisos: 7,1%

CENÁRIO 4: Lula 37,3%, Michel Temer 28,5%, Branco/Nulo: 27,8%, 
Indecisos: 6,4%

CENÁRIO 5: Marina Silva 38,1%, Michel Temer 23,7%, Branco/Nulo: 30,2%, 
Indecisos: 8,0%

CENÁRIO 6: Marina Silva, 35,8%, Lula 33,2%, Branco/Nulo: 25,5%, 
Indecisos: 5,5%

Para 80,3% dos entrevistados, não faz diferença se o presidente da República é um homem ou uma mulher. Já 13,0% dizem que preferem que o presidente seja um homem e 5,7%, uma mulher.

Governo Michel Temer

Comparação governos Michel Temer e Dilma Rousseff 

40,5% dizem que o governo de Michel Temer está igual ao de Dilma Rousseff e não se percebe nenhuma mudança no país. Para 28,1%, está pior e as mudanças feitas pioraram as condições do Brasil. Outros 26,0% acreditam que está melhor por já perceberem mudanças positivas no país.

Para 36,9%, a forma de Michel Temer governar é igual à de Dilma Rousseff. Para 28,8%, é melhor e para 28,3%, é pior.

Sobre o grau de confiança no presidente Michel Temer, 36,4% dizem ser médio. 29,9% consideram baixo e 4,9%, alto. 26,3% afirmam não ter nenhuma confiança em Michel Temer.

32,5% dizem confiar menos em Michel Temer do que em Dilma Rousseff. 32,4% confiam de forma igual e 31,6% confiam mais em Michel Temer.

Sobre a corrupção, 40,8% consideram que será igual nos governos Temer e Dilma. 31,9% acreditam que será menor no governo Temer e 22,7% consideram que será maior.

Áreas que devem ser priorizadas por Michel Temer

Saúde: 60,6% 
Educação: 41,5% 
Emprego: 36,0% 
Segurança: 18,2% 
Combate a corrupção: 15,8% 
Economia: 8,9% 
Habitação: 3,1%
Infraestrutura/obras: 1,9%
Saneamento: 1,4%

Áreas que Michel Temer se sairá melhor que Dilma Rousseff

Economia: 26,3%
Combate ao desemprego: 16,5%
Combate à corrupção: 8,4%
Segurança pública: 5,2%
Infraestrutura/obras: 2,1%
Melhoria de programas sociais: 1,6%

Relação com o Congresso Nacional

58,0% consideram que Michel Temer terá apoio suficiente para realizar mudanças e 29,2% acreditam que não terá.

Medidas Governo Temer

40,9% conhecem ou já ouviram falar a respeito da proposta do governo federal que estabelece um limite máximo/teto para os gastos públicos. Entre eles, 60,4% são a favor e 32,5% são contra.

Lava Jato

89,9% têm acompanhado ou ouviram falar das investigações no âmbito da operação Lava Jato, que envolvem a Petrobras. Nesse grupo, 63,3% consideram que a ex-presidente Dilma Rousseff é culpada pela corrupção que está sendo investigada e 72,7% acham que o ex-presidente Lula é culpado.

Sobre o futuro da operação Lava Jato, 44,8% acreditam que ela não será nem fortalecida nem enfraquecida no governo Michel Temer, permanecendo como está. Para 25,7%, a Lava Jato será fortalecida e 21,2% consideram que será enfraquecida.

Para 39,6%, a Lava Jato está contribuindo para combater a corrupção no Brasil, trazendo benefícios, mas tem sido conduzida de forma parcial. Já 31,6% consideram que a operação contribui para o combate à corrupção, só traz benefícios para o Brasil e tem sido conduzida de forma adequada. E 19,3% consideram que a Lava Jato não está contribuindo para combater a corrupção no Brasil e é uma operação ruim para o país.

Ensino Médio

65,1% consideram que, ao concluir o ensino médio, os alunos não estão preparados para escolher a carreira profissional que seguirão. 31,3% acreditam que sim.

Sobre o ensino médio nas escolas públicas, 41,5% consideram que é razoável. Para 23,7%, é bom. 16,6% avaliam como ruim. 13,1% como péssimo e 2,3% como muito bom.

61,4% consideram que a educação no ensino médio não é atraente e não está adequada para a realidade dos jovens de hoje. 33,8% consideram que é atraente e está adequada.

43,4% estão acompanhando ou já ouviram falar das propostas do governo federal para mudar o ensino médio. Entre eles, 57,3% se consideram razoavelmente informados, conhecendo parcialmente as propostas feitas. Para 58,1%, é necessário mudar a grade curricular do ensino médio no país. 54,6% consideram que o tempo de aula no ensino médio deveria ser maior.

33,3% consideram que a preparação dos jovens nas escolas ocorre com mais foco na preparação para o vestibular/Enem, enquanto que 13,5% avaliam que o foco é na formação para a cidadania. Há ainda 39,1% que consideram os focos equilibrados, tanto para a preparação para o vestibular/Enem como para a formação para a cidadania.

Sobre o que deveria ser priorizado no Ensino Médio, 32,0% consideram que é a formação técnica/profissionalizante.

Política, mídia e partidos

Ânimo com a política

60,5% dos entrevistados se sentem desanimados quando pensam em lideranças políticas no Brasil, pois não acreditam que o país tenha boas lideranças. 25,7% se sentem indiferentes e 12,0% se consideram animados, pois avaliam que há boas lideranças.

Voto obrigatório

68,0% são contra o voto obrigatório e 31,1% são a favor.

Escolha do voto

Na hora de escolherem o candidato para votar, a decisão dos entrevistados é influenciada por: pelas próprias convicções políticas (53,2%); pelas propostas defendidas pelos candidatos em programas eleitorais, debates e outros lugares (50,6%); pelo que lê, vê e ouve na mídia (TV, jornal, revista, rádio, sites de notícia) (16,9%); pelos amigos, colegas e familiares (12,9%); pelo que lê, vê e ouve nas redes sociais (Facebook, Twitter, WhatsApp, etc.) (6,8%); pelo partido do candidato (6,2%); pela Igreja/religião (3,8%).

Isenção da mídia

41,4% consideram que a mídia não é isenta ao noticiar fatos da política do Brasil. Para 29,6%, em alguns momentos a mídia é isenta, em outros momentos não é isenta. 22,4% consideram a mídia sempre isenta ao noticiar fatos da política do Brasil.  

Meios de informação

A busca por informações políticas ocorre da seguinte forma: TV (76,4%), internet (25,0%), jornal impresso (11,8%), rádio (10,4%), redes sociais (8,9%) revista (1,2%).

Na internet, a maior parte (31,0%) busca informações políticas por sites de notícia. Em seguida, vêm redes sociais (Facebook, Twitter, WhatsApp) (27,3%), sites oficiais de governos municipais, estaduais e/ou federais (2,6%), sites de partidos e/ou de políticos (1,9%), blogs (1,7%).

Confiança nos partidos políticos

Ao serem questionados sobre o grau de confiança em partidos políticos, 78,3% dizem não confiar em nenhum partido político. 16,1% afirmam que confiam parcialmente em um ou em alguns partidos e 3,7% confiam totalmente em um ou em alguns partidos.

Já ao serem perguntados sobre qual partido político mais confiam, 9,0% citam o PT, seguido por PSDB (4,7%), PMDB (3,6%) e PSOL (1,0%), além de 3,6% que citam outros partidos e de 71,4% que afirmam não ter nenhum partido em que confiam.

Em relação ao partido no qual não votariam jamais, 32,9% citam o PT, seguido por: PSDB (7,8%), PMDB (4,8%) e PSOL (1,3%).

CONCLUSÃO
Os resultados da 132ª Pesquisa CNT/MDA mostram manutenção da avaliação positiva e aumento da avaliação negativa do governo Michel Temer. A intenção de voto para a eleição presidencial em 2018 apresenta liderança do ex-presidente Lula nos cenários para o primeiro turno, porém com desvantagem para ele nas disputas de segundo turno contra Aécio Neves e Marina Silva. 

Observa-se, também, desânimo dos entrevistados em relação à ausência de boas lideranças políticas no Brasil e à obrigatoriedade do voto, situação verificada nos altos índices de brancos, nulos e abstenções nas eleições municipais deste ano.

As expectativas para os próximos seis meses apresentam aumento no otimismo, em especial para o emprego e renda mensal, refletindo um início de retomada de confiança da população e dos empresários com o futuro da economia. Há, contudo, pessimismo ainda predominante para saúde, educação e segurança.

Para os entrevistados, as áreas que deveriam ser priorizadas pelo atual governo são: saúde, educação e emprego. Há a percepção de que o ensino médio não é atraente para os jovens e também de que as grades curriculares precisam ser revisadas, com aumento do tempo de aula e maior ênfase na formação técnica e profissionalizante.

A CNT acredita que a retomada dos novos ares de otimismo na economia, em conjunto com fortes investimentos em transporte e infraestrutura, contribuirá para a geração de empregos e renda, auxiliando a alavancagem de desenvolvimento que o país necessita.

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Agência CNT de Notícias