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21/02/2017
Integração favorece desenvolvimento profissional e formação de lideranças

Na Wilson Sons, relacionamento entre colaboradores de diferentes áreas é valorizado; aos 32 anos, jovem gestor da empresa de logística marítima fala da experiência

Foto: Divulgação

Daniel Kuhl, aos 32 anos, é gerente de Planejamento e Resultados da Wilson Sons
Daniel Kuhl, aos 32 anos, é gerente de Planejamento e Resultados da Wilson Sons
Aos 32 anos, Daniel Kuhl já acumula aproximadamente cinco de experiência em um cargo estratégico na empresa onde trabalha há nove anos, a Wilson Sons (uma das maiores operadoras de serviços portuários, marítimos e logísticos do Brasil). Ele é gerente de Planejamento e Resultados da companhia, onde responde, por exemplo, pela produção dos relatórios de resultados para clientes internos e externos, planejamento financeiro e gestão estratégica. Uma atribuição, considera ele, motivadora: “Trabalhar com planejamento estratégico é bem estimulante. Ajudar a tomar as decisões... é isso que motiva. Para a empresa é decisivo: você tem uma missão, uma visão, e tem que saber como chegar lá. Ter uma estratégia desenhada e monitorar esse percurso é muito relevante”.

Daniel assumiu o posto com apenas 27. Formado em Administração pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a compreensão da área de logística marítima veio da experiência na Wilson Sons. Ele conta que, apesar de o desafio ter sido grande, a cultura organizacional foi decisiva para o êxito do seu desempenho.  “A própria cultura da empresa, que me permite um contato próximo com pessoas de diferentes posições, facilitou a transição”, diz, destacando a informalidade na relação entre os diversos níveis da estrutura organizacional: “ter interação com o comitê executivo, outros diretores executivos da companhia, levou esse processo a ocorrer de uma forma natural”.

Ele complementa que, mesmo antes de assumir oficialmente o papel de gerente, medidas adotadas pela Wilson Sons permitiram seu desenvolvimento como liderança. Entre elas, a formação de times de projetos, equipes formadas por colaboradores que estão em diferentes posições hierárquicas e áreas funcionais que debatem e propõem soluções sobre temas estratégicos para a companhia. “Eu me testei um pouco como gestor de formas indiretas. Liderei processos e trabalhei em projetos nos quais eu precisei fazer a gestão de grupos que incluíam gestores acima do meu cargo e pessoas de outras áreas, o que era ainda mais difícil”, relembra Daniel.

Segundo a gerente de Desenvolvimento e Comunicação, Carolina Ribeiro, essa integração entre os colaboradores favorece o desenvolvimento profissional e o engajamento na organização. “Esse é um fator importantíssimo no desenvolvimento de um jovem para assumir uma posição de gestão, porque ele já viveu várias formas de pensar no ambiente de trabalho. Ele ‘estica o elástico’ no que se refere a desafios, saindo da zona de conforto da sua competência técnica para apoiar outra área em outro assunto. E ele será ouvido. Isso complementa muito a carreira de um profissional”, avalia.

Carolina salienta ainda que essa estratégia dá aos funcionários um entendimento sistêmico das atividades da empresa, o que é ainda mais relevante para a companhia. “Como nosso negócio a gente não aprende em uma universidade, mas se aprende fazendo, é bem importante essa vivencia da companhia”, esclarece.

Essa compreensão ampla da empresa é especialmente relevante para as atividades do gerente de Planejamento e Resultados. “É uma área corporativa, acabo tendo uma visão geral do grupo, de todos os negócios, e isso tem uma importância grande, porque estamos lidando sempre com o futuro da companhia”, explica Daniel.  

Crise econômica: aprendizado e oportunidade


O ano de 2016 representou um desafio adicional para o jovem gestor da Wilson Sons: atuar com planejamento financeiro e estratégico de uma organização em um momento de crise econômica. De acordo com Daniel, a posição em que atua faz com que precise trabalhar para tentar blindar a organização das ameaças do ambiente externo, mas também a pensar como aproveitar as oportunidades.

Dessa forma, o momento, para ele, é de muito aprendizado: “Passar por isso vai me ajudar em termos de carreira, por já ter passado por algo difícil e ajudado a companhia a passar por um momento de Brasil tão complicado”.

E, com o apoio da cultura organizacional e das políticas de desenvolvimento profissional da empresa, a ideia do jovem gestor é incorporar cada vez mais responsabilidades – “outras caixas em sinergia com o que faço hoje em dia”, explica –, que lhe permitam contribuir cada vez mais para a maximização dos resultados da companhia.

Ouça Daniel Kuhl e Carolina Ribeiro

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Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias