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04/10/2017
Dnit apresenta novo método de dimensionamento de pavimentos asfálticos

Novas tecnologias e aspectos climáticos passam a ser considerados

Foto: Arquivo CNT


A partir do ano que vem, as rodovias administradas pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) serão dimensionadas de acordo com um novo método de pavimentação asfáltica. A metodologia, desenvolvida por meio de uma parceria entre o órgão, a Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia) e a Rede Temática de Asfaltos, é uma atualização da técnica utilizada no Brasil, ainda da década de 1960, e inclui tecnologias já adotadas pelas rodovias concedidas.

O método antigo previa apenas o uso do asfalto puro na pavimentação das rodovias nacionais. Tecnologias mais avançadas, como asfaltos de borracha e modificados por polímeros, não eram consideradas. Além disso, as diferentes condições climáticas do Brasil também não eram observadas, conforme apontou o recente estudo da CNT Transporte Rodoviário – Por que os pavimentos das rodovias do Brasil não duram?. Outro ponto essencial é que a técnica não previa o surgimento de possíveis rachaduras e trincas com o passar dos anos. A partir da implementação da nova metodologia do Dnit, apresentada na semana passada no Rio de Janeiro, todas essas variáveis serão mensuradas.

De acordo com a coordenadora do Instituto de Pesquisas Rodoviárias, coordenação do Dnit, Luciana Nogueira Dantas, o grande diferencial do método é o dimensionamento das rodovias de acordo com avanços tecnológicos e com a realidade brasileira. 


Como o método foi desenvolvido


Em 2009, a Rede Temática de Asfaltos, formada por várias universidades e pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias, iniciou um novo projeto financiado pela Petrobras. Assim, pavimentou trechos entre 200 e 300 metros em rodovias de todo o país e utilizou diferentes tipos de soluções para monitorar o desempenho de cada um deles em situações climáticas distintas.

A partir desse monitoramento, desenvolveu o método. “Trata-se de uma ferramenta que consegue auxiliar na escolha do melhor tipo de ligante que deve ser colocado em cada situação específica”, explica a coordenadora. Segundo ela, a ferramenta, que pode ser utilizada tanto para o dimensionamento de novas rodovias quanto para as antigas, especifica a espessura necessária de camada de revestimento asfáltico a ser utilizada, o tipo de revestimento que apresentará melhor desempenho, além de mensurar em quanto tempo as fissuras vão surgir.

Conforme o Dnit, embora o custo para a implementação de novas tecnologia seja maior, a vida útil do pavimento também aumenta e a necessidade de manutenção, consequentemente, decresce.








Evie Gonçalves
Agência CNT de Notícias