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17/07/2017
Conheça a “Fórmula 1” dos ares

Mundial de corrida aérea reúne os melhores pilotos do mundo; tecnologia auxilia no desenvolvimento aeronáutico

Foto: Fotos: Divulgação/Red Bull


Imagine um autêntico espetáculo visual: com as mais rápidas aeronaves do mundo, cenários de tirar o fôlego, os melhores pilotos do planeta – incluindo veteranos de guerra –, manobras arrojadas, forças gravitacionais absurdas e uma variedade infinita de traçados. Tudo isso existe e pode ser apreciado no mundial de corrida aérea – a Red Bull Air Race World Championship, criada em 2003 e considerada a Fórmula 1 dos ares, na comparação com o automobilismo. 

A mais recente edição da Revista CNT Transporte Atual apresenta os detalhes técnicos e as curiosidades sobre a logística e a segurança da modalidade. Na matéria, há relatos de piloto brasileiro Francis Barros, que disputou as temporadas de 2015 e 2016 do Challenger Cup, torneio obrigatório para alcançar a divisão principal da Red Bull Air Race, a Master; e do engenheiro mecânico-aeronáutico Guilherme Santana, que está na equipe do atual líder da temporada 2017, o japonês Yoshihide Muroya.

Com provas nos Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Rússia, Hungria, entre outros países, as aeronaves voam acima dos 400 km/h, sempre muito próximos do chão. A temporada de 2017 está em andamento desde o início do ano e já se encaminha para sua fase mais decisiva. Ao todo, são oito etapas ao longo do ano para que o campeão mundial seja definido. 

Os circuitos da competição são montados, normalmente, sobre a água, como na etapa de Budapeste, na Hungria, promovida sobre o rio Danúbio. No Brasil, o Rio de Janeiro já sediou etapas do mundial. Em média, os circuitos medem aproximadamente seis quilômetros de extensão e são delimitados por barreiras infláveis (pylons). Caracterizado pela alta velocidade e pela baixa altitude, também pode ser realizado sobre a terra, como acontece no circuito de Indianápolis, em Indiana, nos Estados Unidos.

Os pilotos encaram manobras de 10G (dez vezes a força da gravidade), quase o dobro do que se vê na Fórmula 1. Esse é também o limite permitido pela direção de prova do Air Race, já que ultrapassar os 10G pode provocar desmaios. 


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Red Bull Air Race World Championship


Diego Gomes
Agência CNT de Notícias