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25/05/2017
Assembleia da CIT aprova moção de repúdio contra insegurança no setor de transporte do Rio

O documento apresentado pelo presidente da CNT, Clésio Andrade, informa que, no período de 2011 a 2016, os roubos de cargas no Brasil aumentaram 86%

Foto: Divulgação

Mesa diretora da CIT: Luisa Rodrigues, representante da UNCTAD-ONU; Clésio Andrade, presidente da CNT; Paulo Vicente Caleffi, Secretário-Geral da CIT; Martín Sánchez, Subsecretário-Geral da CIT; Olivier Bouclier, Associate Dean of University of Miami
Mesa diretora da CIT: Luisa Rodrigues, representante da UNCTAD-ONU; Clésio Andrade, presidente da CNT; Paulo Vicente Caleffi, Secretário-Geral da CIT; Martín Sánchez, Subsecretário-Geral da CIT; Olivier Bouclier, Associate Dean of University of Miami
A XXVII Assembleia Geral Ordinária da CIT (Câmara Interamericana de Transportes) aprovou nessa quarta-feira (24), por unanimidade, moção de repúdio apresentada pela CNT em razão da insegurança sofrida pelos que trabalham no setor de transporte de bens e de pessoas no estado do Rio de Janeiro. Aprovada pelos 18 países integrantes da Câmara Interamericana de Transportes, a moção é destinada à OEA (Organização do Estados Americanos). Clique aqui para ler a resolução aprova pela CIT

O documento apresentado pelo presidente da CNT, Clésio Andrade, informa que, no período de 2011 a 2016, os roubos de cargas no Brasil aumentaram 86%, causando um prejuízo de mais de R$ 6,1 bilhões ao país, especialmente às empresas transportadoras e aos transportadores autônomos. “Foram quase 98 mil ocorrências, o que representa um roubo a caminhão a cada 23 minutos”, calcula Clésio Andrade.

O roubo de cargas se tornou tão grave que, em uma lista de 57 países, o Brasil é apontado como o oitavo mais perigoso para o transporte de cargas, ficando à frente de países em guerra e em conflito civil, como Paquistão, Eritreia e Sudão do Sul. 

“O roubo de cargas é um crime que tem efeito em cadeia na economia, com a transferência de custos extras para a sociedade”, alertou o presidente da CNT, Clésio Andrade. Segundo ele, o grande impacto social é o aumento da violência, uma vez que o roubo de cargas vem sendo utilizado para financiar o tráfico de drogas e de armas.

O número de ônibus e caminhões queimados no Rio de Janeiro é também considerado alarmante. Só nos primeiros quatro meses do ano, foram registrados 39 incêndios de coletivos e caminhões, número superior às ocorrências de todo o ano passado. 

Ao aprovar a moção de repúdio apresentada pela CNT, a Assembleia Geral da CIT, que está sendo realizada na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, reconheceu a gravidade do tema e decidiu levá-lo ao conhecimento de todos os países integrantes da OEA, considerando que, se não for solucionado, o problema de roubo de cargas repercutirá em outros países, como já é observado na Guatemala.




Agência CNT de Notícias